BIBLIOTECA s.f. Lugar onde se guardam, conservam e organizam livros e outras publicações, para estudo, leitura e consulta do público. Assim, as bibliotecas têm três finalidades: (1) guardar livros e outras publicações em local seguro, a salvo de furto, incêndio e outros riscos; (2) conservá-los, evitando que se estraguem em virtude do constante manuseio pelo público, ou da ação da umidade, do calor e de problemas semelhantes; (3) organizá-los de acordo com certas normas de catalogação e arquivamento, a fim de que possam ser imediatamente encontrados em função do autor, do assunto ou de outro aspecto importante.
Os profissionais que tratam dessas finalidades são os biblioteconomistas; formados em biblioteconomia, curso de nível universitário. Os objetivos básicos das bibliotecas são estudo, leitura e a consulta do público. As pessoas que procuram as bibliotecas comumente estão em busca de estudar um determinado assunto ou de ler simplesmente por lazer. Por isso, o público das bibliotecas e bastante variado quando se trata de bibliotecas gerais. Atualmente, as bibliotecas não guardam apenas livros, mas também jornais, revistas, mapas, cartazes, manuscritos, filmes, discos, fotos, telas e microfilmes.
Acervos e Tipos de Bibliotecas
Variedade dos Acervos. O conjunto das obras de uma biblioteca chama-se acervo . De acordo com a natureza do acervo, as bibliotecas podem ser divididas em gerais e especializadas . As bibliotecas gerais são também chamadas de bibliotecas públicas. Em geral são mantidas pelo governo federal, estadual ou municipal e franqueadas ao público, como é o caso da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro. As bibliotecas gerais são ainda denominadas enciclopédicas, em virtude de o seu acervo abranger praticamente todos os ramos do saber humano. As bibliotecas especializadas são aquelas cujo acervo versa sobre uma determinada área de conhecimento. Evidentemente, como nenhuma área do saber é estanque e independente das demais, por mais especializado que seja o acervo, este contará com livros e publicações de mais de um assunto. Exemplos de bibliotecas especializadas são as do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, e a Biblioteca da Câmara dos Deputados, em Brasília.
Variedade de Tipos. A classificação das bibliotecas pode obedecer a vários critérios. Já vimos que, de acordo com o acervo, elas podem ser gerais ou especializadas. Outra classificação é a que considera a situação do possuidor: o Estado ou uma pessoa ou empresa. Nesse caso, elas são estatais ou privadas . As estatais podem ser federais, estaduais ou municipais. As privadas podem ser bibliotecas destinadas a atender os funcionários de determinada empresa ou instituição, ou mantidas por colecionadores ricos. Quanto ao acesso do público, as bibliotecas podem ser públicas , isto é, abertas a qualquer pessoa, ou particulares , franqueadas apenas a determinadas pessoas. Muitas bibliotecas privadas, que pela sua própria natureza deveriam ser também particulares, são, no entanto, franqueadas a estudantes e pesquisadores. Por outro lado, algumas bibliotecas públicas, embora abertas a qualquer pessoa só recebem determinado tipo de consulente (aquele que consulta a biblioteca) devido à especialização do seu acervo, como o da Biblioteca do Departamento Nacional da Produção Mineral, no Rio de Janeiro. Finalmente, em relação ao grau de ensino, as bibliotecas podem ser universitárias, colegiais, escolares e infantis . Todas as universidades brasileiras mantêm uma ou mais bibliotecas universitárias. Algumas têm uma biblioteca central, que congrega as diversas bibliotecas especializadas, como a da Universidade de Brasília, considerada modelo, a da Universidade de São Paulo, a da Universidade Federal de Pernambuco e a da Universidade Estadual de Campinas.
Vale a pena acrescentar que as bibliotecas públicas possuem, às vezes, um setor para empréstimos a domicílio, como a Biblioteca Municipal de São Paulo. E existem ainda as bibliotecas ambulantes, com coleções de livros de nível médio e populares, como as mantidas pelo Ministério da Educação.
